O trauma, ao romper um equilíbrio e obrigar à sua restituição, à sua assimilação, instaura, nesse movimento, uma nova dimensão: a dimensão simbólica, a dimensão da substituibilidade.
Essa formulação, longe de ser uma negação do encontro entre os corpos, aponta que não há encaixe simbólico entre os sexos. Não existe um instinto que garanta a completude entre homem e mulher. Ou seja, para o ser falante, a sexualidade não é composta por um objeto fixo que sirva de destino à sua energia (pulsão)